A análise espacialmente explícita do potencial energético para a produção de metanol a partir de subprodutos da cana-de-açúcar no Brasil busca avaliar, de forma geográfica, as regiões do país com maior potencial para essa cadeia produtiva, considerando as variadas etapas do ciclo de vida da cultura, desde a plantação até o processamento final na indústria.
O estudo tem como foco a produção de metanol a partir do CO₂ gerado na fermentação do etanol, bem como de outros subprodutos que podem ser convertidos em metanol quando combinados com hidrogênio verde. Nesse contexto, os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são utilizados como ferramenta de apoio para analisar a distribuição das áreas de cultivo de cana-de-açúcar, das usinas de açúcar e etanol e das unidades que processam subprodutos como vinhaça e bagaço. A partir dessa abordagem, torna-se possível identificar regiões estratégicas para investimentos tecnológicos na produção de energia renovável, contribuindo para o planejamento energético e para a tomada de decisão no setor.
No contexto brasileiro, observa-se um grande potencial de devido à sua extensa cadeia produtiva da cana-de-açúcar e à alta produção de etanol, que libera elevadas concentrações de CO₂ biogênico que podem ser capturadas e reutilizadas. Considerando que a integração da produção de metanol às refinarias de biomassa contribui para a valorização dos resíduos da indústria sucroenergética e para a ampliação do conhecimento e oferta de combustíveis de baixo carbono, é essencial avaliar, de forma espacialmente explícita, as regiões com maior potencial para o desenvolvimento dessa cadeia produtiva.
Desse modo, com a análise espacialmente explícita e resultados dos potenciais energéticos dos subprodutos da cana-de-açúcar, torna-se possível reduzir o descarte inadequado desses materiais e, ainda, contribuir para a diversificação da matriz energética brasileira elevando o país como referência na produção de combustíveis renováveis.