O setor de energia mundial encara hoje a necessidade de uma transição energética, de tal forma que os combustíveis fósseis, nos setores em que for possível, deverão gradativamente ser substituídos por outras fontes e energia menos hostis ao meio ambiente, principalmente em relação à emissão de gases de efeito estufa.
No contexto brasileiro, o setor dos transportes é o grande protagonista em relação às emissões antrópicas de gases de efeito estufa na atmosfera, atraindo portanto o maior enfoque para o desenvolvimento de medidas que levem à prevenção e controle da poluição do meio ambiente.
Com isso, diversas tecnologias têm sido propostas, e dentre elas o uso do hidrogênio eletrolítico comprimido em cilindros para abastecimento de veículos elétricos à células combustíveis, evitando assim o uso de combustíveis fósseis.
No entanto, considerando a dificuldade de implementação dos sistemas de produção, armazenamento, transporte e distribuição deste hidrogênio, uma alternativa atualmente pesquisada é na utilização do etanol como “carregador” de hidrogênio. Com isso, através de uma reforma catalítica dentro do próprio veículo, o automóvel seria abastecido diretamente com etanol, um biocombustível limpo, abundante na indústria nacional e com uma infraestrutura de distribuição e armazenamento já consolidada.
Desta forma, o estudo tem como foco principal avaliar e comparar através de uma meta-análise as rotas de produção embarcada de H2 a partir da reforma do etanol no contexto brasileiro.