O consumo de energia elétrica vem crescendo anualmente, e ao setor residencial brasileiro corresponde um devido destaque nessa parcela de consumo. Porém, com o aumento do consumo de energia elétrica há um aumento das emissões de dióxido de carbono, um dos gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa (TEIXEIRA, 2020). Dessa forma, governos estão incentivando que sejam adotadas metas com o intuito de reduzir o consumo e as emissões de gases do efeito estufa (TEIXEIRA, 2020), como vem sendo feito no Brasil por meio do Plano Nacional de Eficiência Energética.
Na literatura há alguns métodos de estimativa do consumo de energia no setor residencial, porém, tem-se uma dificuldade de se determinar o perfil de consumidor que mais se aproxima da realidade, devido às várias interações existentes, conforme expresso na Figura 1.
Figura 1 – Diagrama com as interações no setor residencial
Fonte: Haas (1997) apud Santos (2016).
Dentre os métodos existentes, o modelo top-down se baseia em dados históricos agregados, enquanto que o modelo bottom-up realiza uma combinação das características das edificações e dos usos finais de energia, a fim de estimar as emissões de CO2, as demandas de energia do setor residencial ou a eficácia de uma determinada medida de eficiência energética.
Assim sendo, este estudo visa caracterizar os usos finais de energia no setor residencial, bem como projetar, por meio do método bottom-up, a redução do consumo em função do aumento da eficiência energética dos equipamentos. A partir disso, será possível estimar o consumo anual de energia elétrica de Minas Gerais e do Brasil, com base na análise das informações dos domicílios contidas na Pesquisa de Posse e Hábitos de Uso de Equipamentos Elétricos (PPH), elaborada em 2019, para, posteriormente, realizar uma análise econômica e ambiental em função da viável redução do consumo de energia elétrica no setor residencial.